Tive contato com o Ace Combat 6 por aproximadamente duas semanas, podendo jogar apenas poucas horas por dia, excetuando nos finais de semana que joguei como um nerd viciado e mangolão. O X-360 não era meu, e por isso eu tinha prazo pra testar o jogo.
Ao começar acesso o modo Campanha, o menu é normal aos demais versões da série. E começo a jogar no nível Hard. Estava três disponíveis: Eisy, Medium e Hard. Como já conheço o jogo, posso ir direto ao nível mais difícil.
A parte que explica a missão e´´ um pouco mias confusa do que no ACZ, mas nada de mais. Só tem um avião disponível, é o F-16 Fight Falcon, podendo usar três armas possíveis. Bombas de queda livre (quatro) e mísseis de médio alcance (também quatro), a ultima opção eu não me lembro. De inicio não tem opção de Ala, mas tudo bem. Até que começa a missão, o jogador sai bem no meio de um combate aéreo feroz nos céus de uma cidade, com inimigos vindos de traz e muitos pela frente, inclusive algumas embarcações logo abaixo atirando.
Me atrapalhei com os comandos, até por ser no X-360, não é o pra mim padrão L1, L2, R1 e R2, onde comanda aceleração desaceleração e o leme. Os comandos estão trocados e prejudicam a jogabilidade. O controle do X-360 é grande e ocupa toda a mão. Eu também demorei par achar onde troca a câmera. É apertando um dos analógicos para baixo de si mesmo (entendeu?). Mas é fácil de mirar os inimigos e logo já derrubei 2. Um ponto muito interessante, é que os mísseis “normais”, além de serem mais de uma centena, são muito mais espertos, de verdade, o que da mias realismo, e basta um pra derrubar um inimigo, nada daqueles aviões couraçados do AC5, eu tem que jogar até 3 mísseis no caso de ser um A-10 o inimigo (modo Ace). Retomando, os mísseis deixam um grande rastro de fumaça e as explosões também, o que da mais confusão e sensação de realismo. O uso do canhão (M61 Vulcam, no caso do F-16 de 20mm) é um show a parte, o barulho é mais legal e basta uma rajada pra destruir o inimigo, simples assim, como se fosse de verdade. O poder de destruição do canhão depende da distancia do avião inimigo obvio. Mas é possível sertas façanhas, como interceptar uma formação inimiga com o canhão e ainda derrubar ou avariar dois caças inimigos de uma vez. A manobrabilidade esta muito melhor, o F-16 se tornou mais esperto que o do ACZ, e por mais que seja mais fácil destruir um caça inimigo, esses mesmos inimigos estão muito mais hábeis. Nessa primeira vez que joguei, resolvi fazer gracinha e derrubar um B-52 usando o canhão, mas fui derrubado pelas armas de defesa de retaguarda do bombardeiro.
Aparência.
Os gráficos são indiscutivelmente melhores, afinal é um vídeo game de ultima geração, as texturas e sombras são excelentes porém, a definição não é boa, muitas vezes quando com muita informação, torna-se visualmente confuso, menos agradável aos olhos em relação a ACZ. As informações são as mesma e estão dispostas de mesma forma que nos outros jogos da série, a novidade, é que bem no alto esquerdo da tela, fica uma tela que filma, acompanha o alvo marcado. É muito interessante e útil, pra saber se o alvo é um lançador de mísseis, um tanque ou jipe, ou qualquer outra coisa que pode ser mirada. Trata-se de uma câmera no avião, pois ela mostra o alvo na forma real, seja exposto, ou encoberto por um morro ou fumaça.
A câmera que mostra o painel, evoluiu, pouco, aparece agora as pernas do piloto e as telas são um pouquinho animadinhas, mas apenas rascunhos mesmo de funções, funcionam alguns instrumentos, mas não é possível fazer um voo por instrumentos, já que tem de segurar um botão pra câmera ficar mostrando o painel. Enfim, continua meramente decorativo.
Aviões.
A quantidade de aeronaves deste jogo é a menor que já vi, nem no AC3, do PS1 tem tão pouco avião (ver lista). Sendo o mais estranho, a total ausência de MIGs!!! Os mais populares aviões da história da aviação estão de fora do Ace Combat 6. Não existiu uma guerra sequer, depois da Segunda Guerra mundial que não tenha a participação desses notáveis caças Russos. Até por que os únicos caças russos são o SU-33 e SU-47, e só. Outros menos populares que também ficaram de fora foram os suecos da Saab, mesmo o de ultima geração Gripen, não se fez presente. O F-4 Phantom II aparece apenas como inimigo. O F-14D TomCat, é um show a parte com seus misseis de longo alcance, é muito fácil de obter a superioridade aérea, limpa-se o céu dos inimigos bem rapidinho, sem se expor ao combate de curta distancia. O único que joguei foi com o Mirage 2000-5, só por ser o único que o Brasil possui. E se mostra um excelente avião para todos os fins, usei ele 100% do tempo depois que foi liberado. Tem como armas, mísseis de médio alcance(quatro), bombas de penetração guiadas (mais uma coisa estranha do jogo, pois não foram necessárias em praticamente nenhuma fase, pra não ser exagerado, em uma sim, por um breve momento), os misseis Exocet, anti-navio (aparentemente de alcance mais curto do que no ACZ – dois por vez) e Bombas de fragmentação e sub munição (quase todas as fases são uteis e cabe mais uma estranheza e perda de pontos para o jogo em minha avaliação: o Avião carrega seis sob asas e fuselagem, mas só pode lançar duas por vez. Por que? Porque não lança as seis que eu estou vendo que estão ali? Vai entender... O Mirage também é equipado com dois canhões de 30mm muito uteis. A manobrabilidade dessa aeronave também é bem superior às dos outros versão do AC. O estranho é que não importa o avião, nem se ele esta armado com misseis, ou outros tipos de mísseis, ou cheio de bombas, ou com pods de interferência eletromagnética, ele decola e pousa a 250km/h, aproximadamente. Seja um F-16, F-18 ou Mirage.
Aliados.
Sempre se voa junto com grandes esquadrões, logo no inicio da pra usar um ala, onde é possível escolher o avião dele e as armas que ele usara. Uma coisa muito legal, é que em situações de emergência é possível pedir ajuda ao esquadrão inteiro, e eles reagem de forma muito eficiente, destroem em um surto, inúmeros inimigos. O jogador é sempre acompanhado pelo ala e por mais uns 4 aviões que fazem parte do esquadrão, e não é possível escolher suas armas nem aeronaves, o mais curioso, é que em uma missão, notei que eu e meu ala íamos de Mirage e os outros 4, nos escoltavam com B-52!!! Nunca tinha visto um punhado de bombardeiros escoltarem caças, mas vai entender...
Missões.
Antes de iniciar a fase é possível escolher em que missão, das varias contidas em uma fase, para começar. Seja Obter a superioridade aérea, destruir alvos no solo ou dar escolta ao avião aliado de alerta antecipado (aquele 767 com antena em cima que lê passa as informações), ou simplesmente fazer tudo ao mesmo tempo, o que sempre vai acabar com muita pancadaria e uma nota baixa, pois irias falhar ou ir mal em varias delas. Aprendi isso depois, que o mais importante é se concentrar numa missão por vez, porque é impossível destruir todos os alvos de cada fase, simples assim. Não da tempo, e isso não quer dizer que a fase será perdida, simplesmente as coisas vão mudando no decorrer da s missões e os objetivos e prioridades vão mudando. O que pra mim torna o jogo mais realista, afinal, guerras de verdade são mesmo imprevisíveis. Portanto, é muito comum de 5 objetivos cumprir somente 3 e mais algum extra, e é suficiente pra tirar nota “S”. Agora é sempre possível voltar a base para se rearmar ou trocar de armas, no nível Hard até o avião é concertado caso tenha danos o que não acontece no Expert), mas não pense que é são rápido assim. Agora a distancia entre as coisas esta muito maior, leva-se uns 2 minutos dependendo da missão só pra retornar a base. O cenário esta muito mais bonito e extenso horizontalmente, porém, não verticalmente. O que pra mim é um pouco tosco, o teto de serviço de todos os aviões é 12 mil metros, 2 km a mais do que no ACZ, e o avião não sente efeitos do vento e de mudança de densidade do ar, como em jogos de computador de 16 anos atrás já o faziam, mas tudo bem, a inda assim o comportamento dinâmico no que se refere a velocidade, esta melhor, se reduzindo ou aumentando a velocidade é notável a mudança de comportamento da aeronave.
Outa grande inovação, é a conquista de território. Em algumas missões em que tem de se prestar intenso apoio aéreo a forças aliadas em terra, é possível, no que eu pude vivenciar, em duas fase a conquista de uma base aérea, podendo-se então descer o trem de pouso e rearmar-se ali mesmo em meio a pancadaria, só que tem o grande risco de ser atingido por aviões inimigos na hora do pouso e decolagem, mas é bastante interessante essa inovação. As ezes em uma cidade, decola de uma base de um lado e ataca o outro lado da cidade, assim mesmo, bem pertinho.
E em todo o jogo mais uma coisa podre. O pais inimigo (os países são fictícios) tem apenas um esquadrão fóda, que não lembro o nome, mas usam SU-33 e são muito habilidosos, mas o maior desafio é que o esquadrão é grande, acho que tem de 10 a 14, e eles aparecem em varias missões. Então, passa-se o jogo inteiro combatendo o mesmo esquadrão, mesmo derrubando parte deles (eles aparecem mais pra atrapalhar do que como alvos determinantes da missão)
Assault Records.
Nessas duas semanas que estive com o jogo, tento apenas os finais de semana e algumas noites pra jogar, já tinha coletado quase todas. Que tem dois tipos: Os inimigos, como no ACZ e dos aliado que foram salvos, que pode ser de tanque de guerra a navio, que pede auxilio no meio da confusão que são os combates. Mas de inimigos é basicamente o esquadrão que descrevi acima, e mais um ou dois por missão, das 16 missões, ou seja, Ace Combbat 6 tem talvez 1/8 de desafio em relação a edição “Zero” do PS2.
Depois de ter vivido com muito gosto, e desilusões, por duas semanas com Ace Combat 6, virei no Hard e cheguei até a 13º fase do Extreme, concluo, que é apenas uma versão de transição para os consoles de 7º geração (PS3, X-360 e Wii), muito curto me parece apenas um exercício, para o que esperamos, seja a versão de guerra mesmo, que estão preparando para Ace Combat 7. Eu compararia ao Gran Turismo 5 Prologue. Apenas um demonstrador de tecnologia. Ou, uma mera adolescência como foi Ace Combat 4.
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